Não Neófito

No mais completo capítulo sobre as qualificações de um pastor, o Apóstolo Paulo fez questão de ensinar que a liderança espiritual não é lugar para “neófitos”, alguém recém-plantado no Corpo de Cristo. O texto se refere literalmente a um novo convertido: “Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo” (I Timóteo 3:6); porém, no decorrer do mesmo texto, Paulo também restringe a participação de homens carnais no ministério, mesmo que não sejam recém-chegados. Podemos concluir que a falta de experiência e o egoísmo são as causas principais para o fracasso pastoral, ainda que não sejam as únicas.

Paulo mesmo ficou cerca de três anos no anonimato após a sua conversão. Muitos acreditam que ele foi discipulado pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Depois de ser ungido por Samuel, Davi teve que esperar 13 anos para assumir o trono de Israel e Moisés precisou de 40 anos no deserto para ser capaz de libertar os judeus do Egito. De Gênesis a Apocalipse, Deus sempre fez questão da experiência e da humildade na vida de seus servos.

Conhecimento não é tudo! Deus aproveitou a teologia que Paulo carregava do Velho Testamento para fazer dele o escritor-mor do Novo Testamento, mas nem por isso ele foi usado de imediato, pois, sem conhecer os detalhes sobre Cristo, o seu conhecimento estava distorcido e perigoso. Antes de se tornar o apóstolo dos apóstolos, Paulo estudou por 14 anos quem é Jesus, como é Jesus, o que fez Jesus e o que fará Jesus. Ou seja, conhecimento mais imitação de Cristo produzem a experiência e a humildade que Deus deseja na vida de Seus servos para que possam ser usados no ministério.