Eis Que Sou Vil!

Quem disse de si mesmo: “Eis que sou vil”? Jó, um dos homens mais íntegros, retos e tementes a Deus que encontramos dentro da Bíblia. No entanto, ele passou por uma fase de auto justificação quando entrou em falência financeira, perdeu todos os filhos e, finalmente, a saúde física. Infelizmente, o seu pecado de auto justificar-se foi provocado pelas acusações impiedosas de três amigos.

Os falsos amigos tentaram explicar as calamidades que ocorreram na vida de Jó como forma de julgamento e punição da parte de Deus. Advogaram erroneamente que os bons homens jamais sofrem nesta vida e que os flagelos estão reservados apenas para os ímpios. Baseados nesta falsa premissa, eles concluíram que Jó deveria ser um ímpio; deveria estar praticando o pecado às escondidas; caso contrário, não estaria sofrendo tanto assim.

Jó era inocente, mas ele não era perfeito! Para se defender, ele acusou a Deus de injustiça e discorreu sobre vários assuntos sobre os quais ele não tinha autoridade e ainda os atribuiu a Deus. Quanto mais ele era acusado, mais ele se justificava. Os amigos não podiam aceitar a dor e a doença de Jó sem que houvesse uma explicação humana e Jó não podia aceitar as críticas sem que houvesse uma defesa divina. O pecado dele foi justamente falar por Deus quando Deus não estava falando. Não pecamos todos nós assim?

No final das contas, Jó se arrependeu por sua presunção intelectual e auto justificação e os amigos foram perdoados pela graça de Deus e misericórdia de Jó. Jó concluiu humildemente o que todos nós precisamos concluir diante de tudo que nos ocorre nesta vida: “Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca” (40:4).