Precisamos Reaprender a Dar

PRECISAMOS REAPRENDER A DAR

É interessante observar como as práticas acrescentadas a nossa vida diária nos dois últimos anos ainda permanecerão arraigadas em nós por um longo tempo, mesmo após o fim da vigência das leis que as impuseram. Não nos esqueceremos tão facilmente da experiência que vivemos, de tal forma que atitudes que antes eram naturais terão de ser reaprendidas, tanto no terreno físico como no espiritual.

Em meio a este cenário, é preciso reconhecer que o povo de Deus regrediu muitíssimo nestes dois últimos anos no que concerne a investir na obra do Senhor. O período em que fomos impedidos de nos reunir presencialmente tirou de nós o bom hábito de adorar ao Senhor por meio de nossas ofertas durante os cultos públicos, de tal forma que o alegre momento de consagrar a Deus nossos dízimos e ofertas necessita de nos ser novamente incentivado como algo bom, espiritual e desejável, e não como um momento de temor. Igualmente este período de exceção parece ter contribuído para apagar de nossas mentes as bençãos e benefícios que já nos foram concedidas no Senhor, de forma que o devolver a Ele nossos dízimos e investir pela fé em sua obra missionária parece ter se tornado algo infrutífero e pesado. Quão necessário é que o povo de Deus seja relembrado a respeito do poder da gratidão e do fruto em participar ativamente da obra do Senhor. Outra marca destes últimos tempos se demonstra na forma como fomos empurrados a adotar o egoísmo como algo natural e até necessário nestes tempos difíceis, centralizando nosso bem estar e nossas necessidades como primordiais nesta vida. Precisamos reaprender a olhar para as necessidades do próximo mesmo diante do fato que também nós as possuímos. A isto chamamos de fé na bondade e poder de nosso Deus.

Faremos bem em reler o discurso de despedida do apóstolo Paulo aos anciões efésios, onde preciosas verdades nos são relembradas, como esta “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20.35).  Não há como mudar o que aconteceu nestes dois últimos anos, mas será maravilhoso perceber como você está disposto a reaprender a praticar esta preciosa verdade daqui em diante.

Pastor Fabiano Almeida