Politicamente Incorreto

POLITICAMENTE INCORRETO

 

        O que João Batista, precursor de Jesus Cristo, diria sobre a sociedade nos dias de hoje? Ele seria cuidadoso para não ofender uma minoria que não acredita na existência de Deus, em dois gêneros (masculino e feminino), na família tradicional e no ato conjugal somente entre um homem e uma mulher casados? Ou ele denunciaria o pecado, mesmo correndo o risco de ser processado, preso e, pior ainda, abandonado por seus supostos amigos? Com certeza João Batista seria politicamente incorreto nos dias de hoje! Ele disse para a maior autoridade que havia em Israel: “... Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão” (Marcos 6:18). Consequentemente, ele foi decapitado por sua coragem como mensageiro de Deus.

        João Batista não pregava contra o pecado porque ele tinha prazer em se intrometer na vida privativa dos homens, mas, sim, porque os amava e queria livrá-los de um lugar eterno chamado inferno. Ele pregava para salvar almas e não para condená-las, pois elas já estavam condenadas pela culpa do pecado: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?” (Lucas 3:7). Assim também é falta de amor e coragem ficar calado diante do avanço da promiscuidade e dos entorpecentes em nossa sociedade—não somente pelo fato de que a fornicação e as drogas estejam aliciando os nossos próprios filhos nas escolas—mas também porque os praticantes desses atos serão lançados no inferno: “Ficarão de fora [do céu] os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Apocalipse 22:15).

        Em nossos dias, João Batista seria chamado de “ativista político”, pois o mundo conseguiu nos dividir entre Esquerda, Centro e Direita, sendo a Direita acusada de extrema e ativista. Mas João Batista responderia que ele não é nem de um lado e nem de outro e muito menos de centro (neutro), mas, sim, do lado de cima, que é Deus. Ele não estaria defendendo homens e partidos políticos, mas somente as ideias que comungam com os ensinamentos da Palavra de Deus. Com certeza, ele seria enquadrado na Lei de Segurança Nacional, pois como ele fez em Israel, ele faria no Brasil: pregaria sobre o arrependimento de pecados e a ira vindoura de Deus, começando pelos guardiões das leis e da ordem.

        Vamos nos posicionar como João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). Não tenha medo de se opor ao pecado, seu e de outros! Fomos chamados para isso!

 

Rômulo Weden Ribeiro