Você Ainda Está Ardendo?

VOCÊ AINDA ESTÁ ARDENDO?

 

        Não deveríamos culpar a pandemia e, muito menos, as quarentenas pelo esfriamento espiritual observado no meio de nossas igrejas. Este problema antecede à Covid-19, mas se agravou com as restrições sociais que estamos sofrendo. Com certeza, há pessoas que deixaram de frequentar a Casa de Deus com receio do contágio, mas continuam firmes na fé e acompanhando os cultos à distância. Há também aqueles se aproveitando da situação, se distanciando “ainda mais” da comunhão eclesiástica, pois já o estavam fazendo antes do primeiro decreto governamental. Fechar ou manter a igreja aberta não irá mudar a situação espiritual dos que estão firmes e, muitos menos, dos que já estão desanimados. Portanto, como podemos lidar com esta situação inusitada pela qual estamos passando como Igreja de Deus?

        Concedendo o benefício da dúvida! Só Deus sabe o que se passa na mente de cada ser humano lidando com a ameaça da pandemia neste momento. O vírus é real e de fácil transmissibilidade. Cada membro da igreja precisa se sentir à vontade para participar ou não dos cultos presenciais sem se sentir julgado pela liderança e pelos mais destemidos. Em breve, a pandemia estará debaixo de controle e esses amados, se não foram tratados como desertores, estarão de volta ao nosso convívio. Porém, se foram condenados por sua ausência, procurarão outra comunidade cristã ou simplesmente continuarão nos acompanhando à distância.

        Além do benefício da dúvida, precisamos entregar a Palavra de Deus com muito zelo e amor. O que mais afasta ou atrai pessoas dos cultos presenciais ou virtuais é o conteúdo das mensagens que estão sendo transmitidas. Um bom sermão leva de oito a doze horas para ser elaborado e uma semana de oração e comunhão com Deus. Nos piores momentos da igreja, o nosso pastor, Missionário Jaime Rose, pregava sobre Jesus ao invés de atacar o pecado das pessoas, pois a raiz de todos os problemas espirituais sempre foi e sempre será a falta de amor para com o Filho de Deus. Pregações que revelam o poderio de Cristo e o amor do Pai para conosco transformam até o mais incrédulo de nossos irmãos: “... Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24:32). Pessoas precisam sentir falta das pregações; caso contrário, não voltarão para a Casa de Deus mesmo que as portas estejam abertas.

 

Rômulo Weden Ribeiro