A Lei da Semeadura e da Colheita

A LEI DA SEMEADURA E DA COLHEITA

 

        Até certo ponto, a expressão “Ninguém tem nada a ver com a minha vida” é verdadeira. Nem mesmo Deus interfere em nossas decisões sem ser solicitado e recebido em nossas vidas. Ele nos garante o livre arbítrio assim como ficou demonstrado na Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15:11-32). Nós, pais de filhos adultos e líderes espirituais, precisamos respeitar a vontade de outras pessoas mesmo que, em nossa opinião, não seja o melhor para elas e seus familiares. A liberdade de escolha não se aplica aos filhos menores de idade, mas aos adultos que são responsáveis por seus próprios atos e financeiramente independentes dos pais.

        Assim sendo, dentro de uma casa, há filhos que irão seguir o legado dos pais e aqueles que irão escolher um caminho completamente diferente do que receberam da família. Na igreja, não é diferente, pois não podemos obrigar a complacência entre as pessoas e cada um de nós é um tipo de solo diferente do outro. Só podemos ensinar os princípios da Palavra de Deus e esperar que todos os ouvintes estejam absorvendo e aplicando os ensinamentos com o mesmo compromisso.

        O Apóstolo Paulo, por mais convicto que fosse como cristão, jamais forçou o seu modo de vida de sobre as pessoas. Ele não negociava a Palavra de Deus e jamais facilitava as suas doutrinas, mas, ao mesmo tempo, ele era um democrata, dando tempo para que cada indivíduo respondesse positivamente às suas instruções. No entanto, ele não prometia uma segunda chance ou bons resultados, quaisquer que fossem as opções adotadas. Ao contrário, ele responsabilizou todas as decisões pessoais, garantindo o princípio da semeadura e da colheita: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

        Nós somos livres para decidir de que forma iremos representar a Deus neste mundo. Podemos seguir as regras preestabelecidas na Bíblia ou o pragmatismo religioso da liberdade e da indiferença: um pouquinho de religião ao invés de muita religião. Com certeza, Deus irá respeitar a nossa decisão! Mas seria tão bom se Deus pulasse em nossa frente quando estamos errados; porém, Ele não age sem a nossa humilde permissão.

 

Rômulo Weden Ribeiro